Por Rogério Bernini Junior

(Texto publicado no site Cante as Escrituras)

Para que serve a música? Se você é músico deveria saber disto. Principalmente se for um músico cristão. Antes de mais nada, a tendência é de muitos músicos cristãos não pensarem a partir da Bíblia. Pior ainda, de modo geral, não possuem um pensamento sobre o propósito do que fazem através da música. Assim, suas músicas não possuem um pensamento coerente e verdadeiro com fundamentação nas Escrituras. Ao invés disso, cantam e tocam músicas vazias, sem letra, sem palavras, sem lógica em suas ideias e sem qualquer sentido em seu conteúdo.

A música é a arte de pensar. Mas, pensar o que? Depende! Você pode produzir ou interpretar músicas que nos façam pensar sobre as verdades de Deus seja qual for o assunto ou ambiente que é propício a música, ou você pode oferecer qualquer coisa que por mais belo esteticamente que seja, na verdade  não passa de uma overdose mental que leva as pessoas ao prazer em coisas sem sentido. Não é isto que acontece nos cultos em que você toca ou canta?

Se você não sabe, a música é uma excelente ferramenta para que as pessoas possam assimilar valores. Veja o conjunto da obra. Um sistema de sons organizados e engrenados em uma sequência rítmica somado as palavras que se sincronizam com este sistema sonoro não apenas transmitem, mas envolvem as pessoas com pensamentos sobre aquilo que está contido em sua mensagem. Isto é fabuloso! Que engenharia! É fantástico! É assombroso! Imagine o que se pode fazer através da música tocando e cantando as Escrituras. As pessoas serão bombardeadas em sua mente com as verdades de Deus.

Mas infelizmente os músicos de hoje não são como os músicos de séculos atrás. Beethoven definiu a música como a arte de manipular a alma. De certa maneira é exatamente isto. Os artistas não almejavam a fama e o prestígio pelas suas performances, mas queriam penetrar à mente de seus ouvintes com suas ideias. Ao contrário, muitos músicos atuais desejam ser enaltecidos em si mesmos, mal sabem que  serão esquecidos assim como suas performances, só restarão as ideias tanto boas como ruins. Pior ainda, é possível que nem mesmo o conteúdo de suas obras perdurem ao menos meio século de existência e influência na sociedade e na igreja.

Arrisco-me a dizer que nossa época na história será conhecida como um período filosófico cujo pensamento, o pós- moderno, foi o tempo em que o nada era tudo o que se podia pensar e produzir. Ou seja, a época em que todos não pensaram em “nada” e não fizeram “nada”. Isto, justamente, porque o pós-modernismo com seu relativismo repugnante e seu pluralismo sórdido elevam obras sem sentido e sem propósito. Senão, o que pensar de nossa época?

Desta maneira, o músico cristão deve estar atento e desconfiado com as tendências de sua época. Ser cristão pressupõe ser inteligente no que pensa e faz. A fonte de todo conhecimento e pensamento que nos dá este discernimento (que é a iluminação do Espírito Santo) está nas Escrituras. Portanto, é necessário uma consciência crítica e formada pelo genuíno pensamento cristão. Pense como cristão, seja um músico inteligente, use a música para levar as pessoas ao pensamento cristão. Assim, cante a Palavra!

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