por Diego Venancio

Qual seria o equilíbrio entre a Arte e a Verdade na obra do artista cristão? Uma pergunta talvez difícil de responder. Mas encontro no Salmo 19 a perfeita maneira de se casar, arte, beleza e verdade.

O Salmista nos 7 primeiros versículos faz uma poesia belíssima de louvor ao Criador. Algo que nos leva a crer que a riqueza da natureza a sua volta era tal que o fazia render louvores ao ser responsável por aquela obra.

Vejo neste trecho uma abertura ímpar para a arte e contemplação do belo. Uma criação e repetição da beleza vista em obras de arte. Mas no meio do capítulo, exatamente no meio do salmo; vs 7 o autor parece mudar repentinamente de assunto; Na verdade não; Ele adiciona a informação de que o Ser perfeito e Criador, criou também a maneira melhor de viver.

“7- A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices.”

Além de criar toda a natureza maravilhosa, Ele intervém dentro de mim, Ele também atua dentro do meu ser. Expurgando o que é impuro e sendo o meu Redentor. E isso dá a ele muita poesia, muita beleza e declarações de amor à sabedoria, a Lei, aos Preceitos e sobretudo, a Santidade do seu Senhor, sua Rocha e seu Redentor.

Me veio a mente essa reflexão, por observar que muitos eventos de música “cristã “hoje, estão abrindo mão de observar a beleza da Santidade, a beleza de uma vida dentro dos Preceitos do Senhor. Mesmo sendo nós, falhos, devemos ter no coração e na mente o que é a maneira correta de viver. Canta-se e compõe-se sobre tudo, menos sobre aquelas coisas mais desejáveis do que o Ouro. Se faz música com uma mensagem tão escondida sobre o Senhor, com mensagens “cristãs” tão veladas que quase não se encontra de verdade o Autor da verdadeira Poesia dentro delas. Porque estamos escolhendo esse caminho?

Para mim o Salmo 19 exprime perfeitamente o que é Cosmovisão cristã. Mas por vezes, parece que esta palavra “Cosmovisão” surgiu para velar nossa fé dentro da nossa obra, para sermos aceitos com maior facilidade perante o público geral. Doce ilusão de quem deseja ser um “Famosão” (Claro que sei como é a defesa do que é Cosmovisão Cristã, o que disse acima é apenas uma impressão). Outra coisa é; as pessoas aceitam com facilidade que a Graça comum é apresentada em toda a obra da MPB, em toda obra de arte; ficam encantados e abobados com isso; mas quando essa Graça é manifestada no nome de Cristo ( que é a imagem do Deus invisível, primogênito da Criação…) parece ser como água benta no vampiro; saem correndo como o diabo foge da cruz.

Mas como é bonito ver isso ser dito:

“10 Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.

11 Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

12 Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.

13 Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.

14 Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!”

 

Essa é na verdade o único motivo de cantar e compor. O Salmista entendeu isso.

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