Ano passado o filme ‘’Como Eu Era Antes De Você’’ estreou nos cinemas do país. A história de Louisa Clark e Will Traynor levantou várias polêmicas, mas não é sobre isso que quero falar aqui. Quero unir a história do protagonista a uma conhecida música de Zeca Baleiro esperando que o resultado chegue em… Jesus.

‘’Eu tava triste, tristinho/ Mais sem graça que a top-model magrela/ Na passarela/ Eu tava só, sozinho!/ Mais solitário que um paulistano/ Que um canastrão na hora que cai o pano/ Tava mais bobo que banda de rock/ Que um palhaço do circo Vostok’’

Ao ouvir Zeca Baleiro cantar essa primeira estrofe, é fácil imaginar um personagem. Um rapaz solitário, de ombros curvados e rosto sem expressão. Sua vida não tem cor e ele vive fadado a uma rotina sem grandes surpresas. Igual a moça retratada na letra de ‘’Cotidiano’’, música de Chico Buarque. Igual aos personagens de ‘’Maré’’, música da banda NX Zero. E igual também a Will, após o acidente. O que motivaria cada uma dessas pessoas a se levantarem de suas camas todos os dias? Será que elas conseguem encontrar algo que as satisfaça em meio a essa vida de frustrações? Até quando elas continuarão vivendo nesse circulo vicioso cheio de fardos pesados?

‘’Mas ontem eu recebi um telegrama/ Era você de Aracaju ou do Alabama/ Dizendo: Nêgo, sinta-se feliz/ Porque no mundo tem alguém que diz /Que muito te ama!/ Que tanto te ama!/ Que muito, muito te ama/ Que tanto te ama!’’

Opa, o que a Bíblia diz sobre fardo pesado mesmo? (Mateus 11:28-30). Aparentemente a mulher da canção de Chico está acomodada com a sua vida e não acha que precisa mudar. Nosso protagonista Will desistiu da vida. Em contrapartida, a moça e o rapaz que Di Ferreiro nos apresenta, tem dentro de si consciência de suas insatisfações e um desejo de mudança e não sabemos se eles a alcançaram. Talvez sim. Mas foi o rapaz da música de Zeca que tirou a sorte grande. Ele recebe um telegrama que muda tudo. De repente ele se dá conta de que existe alguém que o ama com uma intensidade diferente. Um amor infinito, difícil de a gente compreender. Quem poderia amar aquele pobre jovem desse jeito? Jesus Cristo.

‘’Por isso hoje eu acordei/ Com uma vontade danada/ De mandar flores ao delegado/ De bater na porta do vizinho/ E desejar bom dia/ De beijar o português da padaria/ Me dê a mão, vamos sair/ Pra ver o sol’’

Esse rapaz entendeu isso. E entendeu não apenas com a sua cabeça, mas com todo o seu coração. Mas Brenda, como você pode ter tanta certeza de que a pessoa que ‘’muito ama’’ o rapaz da canção é Jesus? Não poderia ser uma moça que ele conheceu?

É até válido pensar assim, mas veja: segundo essa última estrofe, a certeza desse amor inundou tanto o cara que foi capaz de mudá-lo completamente e encher de cor a sua vidinha preta e branca. Ele tornou-se outra pessoa, um rapaz extrovertido, com sorriso no rosto, andando de cabeça erguida e contagiando a todos com um amor que transborda dentro dele. Aplicando ao filme, Will conhece Louisa, e esta consegue transformar o que antes parecia um relacionamento fadado ao fracasso se transforma numa grande paixão.  Interessante notar que a moça parece ser tudo que Will precisava: alguém capaz de completá-lo com seu jeito doce e sua alegria de viver.

Passamos o filme inteiro esperando que a persistência da moça e o seu amor por ele o façam desistir da ideia de dar fim a sua vida. Torcemos para que ambos vivam felizes para sempre, como aprendemos que deveria ser toda história de amor. Mas assim que os créditos entram na tela e o filme acaba, somos tomados de grande frustração. Louisa, por mais que tentasse, não foi capaz de curar a ferida que se abriu no interior do seu amado, não devolveu a ele a felicidade de antes e nem o fez entender que poderia ser livre, mesmo preso àquela situação. Ele mudou, é verdade, mas não foi suficiente. Por quê? A resposta é bem simples. Louisa é um ser humano como todos nós. Seria esperar demais dela a cura para o interior de Will. Quero ressaltar, no entanto, que o amor que ela sentia pelo rapaz era verdadeiro e necessário. Deus sempre coloca pessoas em nossa vida que podem nos ajudar, nos apoiar, cuidar de nós e, por isso, os laços são tão importantes.

Só que Will precisava, acima de tudo, ter um encontro real e verdadeiro com Jesus Cristo, aquele rapaz de 30 e poucos anos que mudava histórias de pessoas comuns apenas com uma frase ou um gesto. Aquele que mesmo sendo Deus, esvaziou-se de si mesmo, tornou-se servo (Fp 2:5-7) e continua mudando vidas até hoje. Ele sim seria capaz tirar o fardo pesado das costas de Will e lhe dar um fardo leve. Ele poderia curá-lo de suas feridas interiores e até mesmo da sua deficiência física. E mesmo que não fizesse nada disso, ainda assim, se Will apenas saísse para ver o Sol e deixasse que Ele o aquecesse é que ele poderia ser livre e desse modo se assemelharia ao rapaz da música, sairia por aí contando o que Jesus fez por ele, vivendo uma nova vida e podendo olhar para trás sem mais pensar em como era antes desse encontro, mas como seria daquele momento em diante.

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