Móveis Coloniais de Acaju é uma banda brasiliense que eu conheci há um tempinho e que conta com músicas românticas, divertidas e críticas. Dentre os seus três CDs lançados, ”De Lá Até Aqui” foi o que mais me cativou, com diversas músicas onde foi possível enxergar o evangelho nas entrelinhas de suas letras. Hoje escolhi falar sobre ‘’Longe É Um Lugar’’.

‘’Eu te disse que o mundo iria acabar/ Mas passou a quarta-feira e nada mudou/ Me desculpe o terror.// E agora que o relógio da bomba parou/ O ponteiro esquece a hora e passa a dançar/ Dois pra lá e dois pra cá. ’’

Nos evangelhos podemos ver que Jesus está sempre alertando aos seus seguidores sobre os eventos futuros. Ele conta sobre sua morte e ressurreição e sobre a sua segunda vinda. Então, desde que ele voltou para os céus, juntando-se ao Pai novamente, seus discípulos passaram a viver como se o mestre estivesse próximo a voltar pela segunda vez. Essa é uma das coisas faladas tanto no livro de atos, quanto nas cartas. E assim, o evangelho foi se espalhando pelos quatro cantos da terra. Mais de dois mil anos se passaram e ainda estamos aguardando a volta do nosso Salvador. Cremos numa mentira? Claro que não. Sabemos que este mundo acabará e que Jesus voltará. Sabemos que pra que ele venha, muita coisa ainda precisa acontecer, só não sabemos quando.

‘’Chama a vizinhança, tem foguete no céu/ Traz de volta a esperança/ Esquece do aluguel, rasga o papel/ Hoje só amanhã. // Joguei fora meu Rolex, meu ventilador/ Dei de graça seu brilhante, não tinha valor. ’’

Mas, mesmo que demore, nunca podemos perder a fé de que Jesus voltará. Apocalipse 1:7 diz que ele vem com as nuvens e todo olho verá. Tal qual um ladrão que vem inesperadamente e, porque não dizer, como um foguete no céu? Um foguete é grandioso e chama a atenção e é um evento que merece ser visto por todos. Cristo é como esse foguete. Não do tipo comum, mas um capaz de arrebanhar muitos para ver a sua chegada e trazer de volta a esperança, fazer com que nos esqueçamos das nossas preocupações banais do dia-a-dia (‘’esquece do aluguel’’), joguemos tudo para o alto (‘’rasga o papel’’) e deixemos para trás nossas vaidades e confortos (‘’Joguei fora meu Rolex, meu ventilador’’). Diante dele, nossas posses, títulos e riquezas perdem a importância (‘’dei de graça seu brilhante, não tinha valor ’’) e por isso o seguimos como fez o homem que vendeu tudo que tinha a fim de comprar um campo onde estava a pedra que era mais preciosa do que todos os seus bens (Mt 13:44-46).

‘’Eu quero ir pra longe, eu quero ir longe/Vamos pra longe, eu disse longe/Longe, hey, longe/Onde o amor é lei/Todo mundo é rei// Já que o mundo nunca foi tão bonito assim/ Vamos dar um fim a tudo que era ruim/ Vem comigo pra longe. ’’

Mas afinal, pra quê abrir mão de tudo isso? Porque Jesus quer nos levar para outro lugar, onde nada pertencente a esse mundo importa mais. O mesmo lugar que Marcos Almeida fala em uma de suas músicas (‘’meu lar está pronto, mas ainda não/ é agora, mas tenho que esperar’’). A semelhança entre as duas músicas é o desejo por esse lugar e o caminhar sem tirar os olhos do mesmo. E que lugar é esse? Pela letra da música, o eu-lírico fala de um reino (‘’onde todo mundo é rei’’), um reino, porém, diferente, onde seu código de ética, sua constituição é baseada no amor, o que leva a pensar em  1 Co 13:13, versículo que vejo bastante em legenda de foto de casal, mas que fala de algo completamente diferente do amor romântico. Paulo nos diz apenas fé, esperança e amor são importantes e devemos permanecer com os três, mas quando estivermos com nosso Senhor, as duas primeiras já não serão mais necessárias. O amor, contudo se perpetuará pela eternidade, pois é a essência da natureza de Deus. Essa estrofe me remete ainda ao sétimo livro das Crônicas de Nárnia, A Última Batalha, onde vemos uma Nárnia completamente nova, mais real e infinita e que representa bem a nossa vida futura em nosso lar eterno.

 ‘’Eu quero ir longe com você, pequena/ Vem, pega a minha mão/ Vamos que o caminho é longo/ E lá só existe amor. ’’

Por fim, fique com esses últimos versos. Eles não são cantados, mas sim falados, pois se trata de um convite. Pense em Jesus e em sua Noiva, que você faz parte e ouça ele te chamar. Ele te quer ao lado dele nesse caminho. A questão é saber se estamos prontos para aceitar.

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