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Graças à Netflix, tenho tido a oportunidade de assistir a bons filmes. Dentre todos que já vi, quatro me fizeram refletir e tirar algumas lições que gostaria de dividir com vocês.

O primeiro é ‘’Philomena’’, a história de uma senhora em busca do seu primeiro filho, o qual ela não vê há cinquenta anos. ‘’Até O Último Homem’’ conta a história de um jovem adventista que deseja servir como médico na guerra, se recusando a tocar em armas. O terceiro filme, ‘’Bem-Vindo à Marly-Gomont’’ é sobre um médico negro que, desejando mudar de vida, vai com sua família morar numa cidadezinha no interior da França. Por fim, ‘’Hope’’ é uma menina coreana que vê sua vida e da sua família mudar após ser abusada sexualmente.

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Sabendo um pouco sobre a sinopse de cada filme, talvez você não enxergue o que eles podem ter em comum. Bem, para começar, os quatro protagonistas (Philomena, Desmond Doss, Dr. Zantoko e Hope) passaram por situações de sofrimento em suas vidas, seja por perder alguém que ama, por não ser respeitado no trabalho pela sua crença ou cor da pele ou por ter seu corpo violado. Entretanto, a semelhança seguinte é que todos tiveram a mesma atitude de não deixarem o seu sofrimento os transformarem em pessoas amarguradas. Em todo o tempo, eles mantêm o bom humor, o sorriso, a inocência e a confiança. O sofrimento não os paralisou. Philomena vai atrás do filho, Doss não desiste do que acredita, Dr. Zantoko faz o possível para conquistar a confiança dos moradores da cidade e Hope tenta se recuperar do trauma sofrido. A fé e a esperança estão presentes em todos os filmes (a menininha coreana carrega esta última em seu nome).

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Devido à forma como cada personagem reage ao seu dilema, eles conseguem incomodar os outros e, aos poucos trazer mudanças. O jornalista que ajuda Philomena em sua busca é ateu e não entende como ela pode manter-se firme em sua fé católica, mesmo sabendo que as freiras separaram a jovem mãe solteira do seu filho pequeno. O comandante e os colegas de Doss não aceitam alguém no exército que se recusa a usar armas. Os franceses recusam-se a abrir mão de seu preconceito e aceitar que um negro possa ser um bom médico. Os pais de Hope precisaram rever suas prioridades, seu relacionamento como casal e com a filha.

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Quando temos acesso ao evangelho, ele também faz isso em nossas vidas. Nos confronta, mostra nossas falhas. Depende de nós saber o que vamos fazer com isso, se vamos nos revoltar ou se aceitamos a transformação. Jesus era como essas quatro pessoas, pois mesmo que alguns não suportassem ouvi-lo falar, ele não passava despercebido onde quer que fosse.

Apesar de tudo que sofreram, os quatro protagonistas perdoaram seus ofensores. Em uma das últimas cenas de ‘’Philomena’’, ela reencontra a freira que lhe fez tanto mal e tem a oportunidade de denunciar as atrocidades da Igreja Católica, mas não o faz. Apenas declara seu perdão e sai. Martin, o jornalista, olha para a freira e diz ‘’eu, no lugar dela não perdoaria’’. Doss, não só perdoa como salva a vida do seu comandante. Dr. Zantoko faz o parto de uma mulher que o odeia, salvando a vida do seu filho. Em ‘’Hope’’, há o julgamento do homem que a molestou. Tomado pela raiva, o pai da menina tenta acertar a cabeça do outro, sendo impedido pela criança que segura sua mão e lhe diz ‘’vamos para casa’’. Essa última cena, pareceu uma ilustração bem forte acerca da lei e da graça. Nenhuma dessas pessoas mereciam perdão, mas este foi concedido a elas. Isso é o Evangelho.

Por fim, quero te contar que ‘’Philomena’’, ‘’Até O Último Homem’’ e ‘’Bem-Vindo à Marly-Gomont’’ são baseados em histórias reais. Para mim, se apenas assistir a cada filme já foi uma experiência rica, saber que Philomena, Desmond Doss e o Dr. Zantoko realmente existiram e passaram por tudo aquilo mexeu ainda mais comigo, me fazendo ver que ser luz do mundo não é utopia e está ao nosso alcance. C.S. Lewis diz que o sofrimento é um megafone de Deus para um mundo ensurdecido. Que assim seja! Deixemos Jesus aparecer em meio as nossas dores e frustrações.

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Um comentário em “Fé, Perdão e Graça em quatro filmes

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