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Hoje quero falar de música aqui no blog. Música secular e, mais especificamente, de uma cantora cuja maioria das músicas são românticas. Clarice falcão tem um estilo debochado de falar sobre os relacionamentos.  É possível, contudo enxergar Jesus e, mais ainda, refletir acerca do nosso relacionamento com ele através dessas canções?

Eu tenho um texto pronto postado no meu blog pessoal o Viver Na Plenitude, sobre a música ‘’A Volta do Mercenas’’, do CD novo. Mas não é uma música romântica, então resolvi que esse texto não seria sobre ela.

Eu pensei direito
Fiz uma pesquisa
Eu li a respeito
E a gente é um só


Eu nos vi no espelho
E contei nossos dedos
Não fica vermelho
A gente é um só


Sem você, eu sumo
Eu morro de fome
Eu perco meu rumo
Eu fico menor
Eu tenho o seu gosto
Eu sou do seu jeito


A cor do seu rosto
Eu já sei de cor
Mas se você planeja
Nos partir ao meio
Então nem pestaneja
E faça sem dó


O meu desespero
É que quando acaba
Você fica inteiro
E eu fico o pó

Eu ouço essa música e só penso nela como um diálogo. Uma conversa entre um ser humano e Deus. Criador e criatura. A primeira estrofe fala de nós mesmos no começo da caminhada com Cristo, quando queremos conhecê-lo mais intensamente, lemos a bíblia com entusiasmo e qualquer nova descoberta merece ser anunciada (‘’a gente é um só’’). Jesus nos mostra que somos à sua imagem e semelhança, restaurando nossa identidade (‘’eu nos vi no espelho e contei nossos dedos’’) e confirma pacientemente o óbvio (‘’a gente é um só’’): fomos criados para sermos um com ele, assim como ele e o Pai são um.

As estrofes seguintes comunicam para mim nossa total dependência daquele que nos conhece muito bem, daquele que sabe quantos fios de cabelo temos e sabe até a cor do nosso rosto de cor. Em meio a isso, a liberdade conquistada por Jesus, para nós. Ser dependente e ser livre parece paradoxal. A confusão acaba quando entendemos que Deus, enquanto nosso Pai quer que tenhamos um relacionamento de amor com ele, que aprendamos a confiar e depender do seu cuidado. Mas ele não quer filhos robôs e nem escravos. Podemos ir, mas se a gente voltar acaba a bad, o chilique, e ele nos recebe com festa. Nosso encontro com ele deve ser marcante, mesmo que não nos lembremos de cada luz, de cada cor, ou ocasião.

 Jesus não vai se jogar do oitavo andar para impedir que saiamos porta a fora, mas ele gostaria de filhos que pararam de fugir e procurar refúgio em Macaé e cuja loucura se pareça com a dele. Pessoas apaixonadas, cuja monomania seja colocá-lo em tudo que faz, de modo que em nossas músicas haja mais Ele do que nota dó. Ou gente que não se importa em ser coadjuvante sem nome, no meio da história dele e que se tiver oportunidade de abrir a boca, vai falar sobre o seu amor.

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