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Luccas Carlos é um artista diferenciado no rap. Ele coloca sentimento na voz e usa a linguagem urbana em suas músicas românticas. Conheci o Luccas através da participação dele no álbum do StartRap. E isso me levou ao cover/versão dele da música “Bilhete” do Rashid para o quadro “Tudo Clone” do YouTube. Depois de muitas participações com vários rappers, chegou a hora da carreira do menino Luccas bombar e isso aconteceu após sua participação na música “Quem tava lá?” do grupo Costa Gold que também contou com a ilustre participação do Marechal. Mas nada é sempre flores. Recentemente foi divulgado um vídeo onde o Nog (integrante do Costa Gold) dá um soco em Lucas Carlos e uma semana antes o grupo de Nog excluiu todas as músicas do YouTube e demais plataformas de streaming que tinham participações do Lucas.

Não sabemos ao certo o que aconteceu, mas tudo indica que tenha acontecido um desentendimento sobre direitos autorais. E por que estou explicando tudo isso? Porque escrevo para pessoas afins do rap e outras que não ouvem o gênero. E minha intenção com essa série não é fazer vocês passarem a ouvir rap. Mas é analisar a parte dos MCs em Poetas no Topo, pois tem muito valor para a nossa vida cristã. Espero que a gente consiga terminar essa série com muito aprendizado e acima de tudo, que possamos aplicar esses conselhos na prática. Vamos à música:

“E eles nunca entenderam a missão / Nunca entenderam a missão”

O Luccas começa sua parte com uma ponte, antes de fato começar a cantar, e desde esse verso já é possível trazer algumas reflexões. Quantos de nós ainda não entendemos nossa missão como filhos de Deus? Vários de nós. Temo que nem eu tenha entendido ainda.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15 | Bíblia versão “Almeida Atualizada”)

Esse texto nos ajuda a lembrar de nossa missão: pregar o evangelho. Fica lúcido pra gente quando entendemos o que significa “pregar o evangelho”. Em uma definição rápida diria que seria anunciar as boas novas de Jesus e isso nem sempre é feito só com palavras. O “vai e não peques mais” também é uma forma de pregar o evangelho. O que traz luz ao evangelho é a nossa vida. A demonstração do que Jesus fez em nós deve ser refletido em nosso cotidiano e isso deve fazer efeito na vida de alguém.

“O jogo acaba rápido quando você joga sem nenhuma instrução”, Aqui o Luccas dá mais uma conselho que se parece com o evangelho: a instrução. A nossa pregação não pode ser vazia. Às vezes caímos no erro do “não importa como, mais o importante é fazer” e isso quase sempre é um problema. Acaba que caímos no relativismo e não estudamos a Bíblia. E quando eu falo em estudar a Bíblia não quero dizer fazer uma faculdade de Teologia, mas se dedicar na leitura bíblica e bater cabeça fazendo exegese de um texto.

Meu avô tinha pouco ensino, mas lia a Bíblia todos os dias. Ele foi o cara de maior conhecimento hermenêutico que eu já conheci. Ele lia, relia, fazia anotações, devorava os textos do rodapé, se dedicava. A gente perdeu isso. Infelizmente. Como estudante de teologia, eu acabo lendo a Bíblia mais do que a maioria das pessoas que eu conheço, mas isso não diz nada se eu realmente não estudar o texto bíblico com clareza e fazendo a devida aplicação em minha pregação. Estamos cercados de más pregações porque os pregadores são maus leitores.

“Deus perdoe as pessoas ruins Elas não sabem o que falam Deus perdoe MCs ruins Eles nunca se calam E eu nunca vi os cara na vivência. Também não tô pra viver ladainha”

Luccas Carlos não cansa de ser verdadeiro e isso deveria ser exemplo para nós. Deus perdoe os pregadores de ônibus que pregam heresias, eles não sabem o que falam. Deus perdoe pastores mal intencionados, eles nunca se calam. Eu nunca vi nenhum deles chorando com alguém com depressão, mas eu não estou aqui pra julgar, mas pra aprender também.

“Sua tática não mostra amadurecimento”

Nossas formas de atrair pessoas para os nossos templos não mostra amadurecimento. Vivemos iludidos com a percepção de que o importante é convidar as pessoas, o resto quem faz é Deus. A congregação que eu faço parte tem um número base de quatro pessoas por culto e isso não nos decepciona. O que me decepcionaria é fazer parte de uma congregação de 120 membros sendo que eu só conheço quatro ou cinco pessoas e me relaciono apenas com três. O evangelho não se baseia em números.

O G12 peca quando pensa que números são mais importantes que as próprias pessoas – quem vos escreve é alguém que passou mais de dois anos nisso. O Lucas Carlos canta com um tom de indireta e isso pode ser mal visto para quem é mais conservador. Entretanto eu penso que se essa for a única forma de abrir os olhos de pessoas que estão presas a um evangelho sem cruz, escrevo com tom de indireta também. É pelo bem da igreja. É pelo bem dos meus leitores. Sua tática não mostra amadurecimento quando você pensa que julgar o irmão pelo pecado dele é melhor que orar com ele e ajudá-lo. Pense e repense sobre isso. Até a próxima.

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