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O programa Super Star, em 2015, trouxe para nós diversas bandas de talento e, dentre todas que passaram por lá, destaco as que pude ouvir e gostar bastante, como Scalene e Scambo. Tenho ouvido músicas de ambas e refletido bastante coisa, quero escrever mais sobre o assunto, mas por hoje ficarei devendo isso. Hoje quero falar sobre uma música em especial da banda Scambo, que me chamou bastante atenção, a música ‘’Machado Afiado’’. Vamos analisá-la juntos?

‘’Eu com meu machado afiado/ Eu disfarçado/ Eu sendo perseguido como Cristo/Eu qualquer um/ Eu preso a vontade de libertar/ Não quero altar.’’

De cara a música fala de perseguição. Sabemos que todos aqueles que se dispõem a anunciar o Evangelho do Reino, são olhados de cara feia, criticados, xingados e em casos mais extremos, são perseguidos pelos outros, que não conhecem a Deus ou até mesmo por pessoas que se dizem cristãs. E quando foi a última vez que ouvimos alguém falar sobre perseguição? A Igreja hoje está tão fascinada com as coisas vãs que o mundo a oferece, que só consegue pensar em bênçãos, em riquezas e a olhar pra si mesma. Mas se o nosso Senhor e Mestre foi perseguido, traído e morto inocentemente, porque esperar algo diferente para nós?

Outro verso que me chama atenção é o último da primeira estrofe. Num tempo onde as músicas gospels são altamente egocêntricas, a banda Scambo coloca seu eu lírico apenas como ‘’qualquer um’’, alguém consciente da sua missão, mas que não se vangloria por isso e sabe que não é necessário montar um palco para exibir ao mundo o que fazemos para Deus (’’não quero altar’’– Mt 6:3). Em outra interpretação ainda podemos ouvir essa música e nos alegrarmos por sabermos que no Reino de Jesus não há acepção e ‘’qualquer um’’ que desejar ser trabalhador dessa obra grandiosa será bem vindo.

‘’Sou quem vê pessoas nas cruzes penando/ Me esperando/ Me esperando/ Sou quem dá com o machado na base… eu/Sou quem dá com o machado na base… eu/ Qualquer um… Cristo/ Vou te ensinar a curar suas feridas/ Você precisa/ Vou te ensinar como andar novamente/ Você pressente/ Vou te ensinar todo bem todo mal/ São suas armas/ Vou te dar um machado também/ Faça o que eu faço/ Vou te ensinar todo bem todo mal/ São suas armas/ Vou te dar um machado também/ Faça o que eu faço.’’

Esse trecho comunica para mim qual deveria ser o verdadeiro papel da Igreja, Noiva de Cristo, desde Atos até os dias de hoje. O mundo jaz no maligno. Quantas pessoas passam por nós todos os dias e estão silenciosamente implorando por cura, libertação, amor e nós passamos por elas fechados em nosso mundo interior e perfeito, sem dar espaço para que o Espírito Santo possa nos guiar até elas e fazer o que Deus nos chama para fazer. As pessoas estão esperando por nós, por mais atitudes que demonstram Cristo e menos teorias. Jesus curava, Jesus ensinava, Jesus olhou para aquele que estava ao seu lado penando numa cruz e lhe garantiu a salvação.

Jesus disse que faríamos obras maiores que a dele. Onde estão essas obras? Onde temos errado? O segredo talvez esteja no verso ”faça o que eu faço”, que me remete a uma fala de Paulo, onde ele nos diz para sermos imitadores dele, não por ele ser um modelo a ser seguido, mas porque ele olhava para Jesus e, assim via o Pai. Bingo! Quando nós, a Igreja, olharmos para Jesus, saberemos o que e como fazer. A letra dessa música nos convida a deixarmos de ser apenas crentes passivos e tomarmos atitudes de quem realmente crê no Cristo que diz servir. Então, pegue seu machado e vamos juntos nessa luta, como verdadeiros soldados que não têm medo, pois sabem que seu general está à frente da batalha.

Jeremias 46:22: ‘’Eis que o Egito fará um ruído semelhante ao da serpente em fuga à medida que o inimigo avança com grande poder e violência. Um exército se precipitará sobre ele; guerreiros armados com machados, como homens que derrubam árvores.Eles colocarão abaixo toda a sua floresta’’.

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