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Século XXI, fast-food, rapidez, GPS, mídias sociais, fama, séries, perfeição. Vivemos um tempo onde o mais fácil é o melhor. Perder tempo? Nem pensar. Somos jogados todos os dias a uma bolha de informações que nos dizem: compre, alugue, venda, ganhe, conquiste. É um ciclo vicioso de ganhos em busca da satisfação pessoal. Acabamos que nos vestindo de várias cores e personalidades em troca de… Isso nem nós sabemos. Mas é de se entender porque somos tão frenéticos assim: queremos atingir nossas metas. E para não deixar o meu lado cômico morrer, afirmo que pretendemos dobrar as metas quando atingirmos as de agora. Isso faz parte de algo que costumo chamar de “Síndrome do Amanhã”. Explico.

Nós temos sérias dificuldades para viver o presente, e quando digo “presente” não me refiro apenas as 24hs do dia mas o segundo atual. Tenho certeza que você já está sem paciência lendo esse texto pois sua cabeça está cheia de ideias e você considera perca de tempo deixar de executá-las para ler um texto que pretende falar mal de você. E esse é um outro defeito que nós temos: só aceitar elogios. Discorde de alguém que tem a “Síndrome do Amanhã” e estará assinando sua própria sentença. Pessoas que vivem para bater suas metas são materialistas. Ignoram qualquer sentimento que possa impedi-las de conquistarem o que desejam, inclusive os sentimentos alheios. Pessoas assim são um poço de méritos, mas nada simpáticas.

Trabalho em um call center e é lógico que lá temos algumas metas a atingir como o tempo que ficamos em ligação com o cliente, a quantidade de vezes que esse mesmo cliente vai retornar no mesmo dia e em casos de fila de ligações, nossa meta é atender todos até que a linha de atendimento normalize. Em um ambiente como esse é comum vermos pessoas reclamando que ganham pouco para tanto estresse, que os clientes são chatos demais e que cobram muito da gente sem nos dá uma condição melhor de trabalho – o que aqui vale um parêntese pois isso não representa a empresa que trabalho, por mais que muitos digam isso sobre ela. Pessoas com “Síndrome do Amanhã” não vêem a hora de bater o ponto e ir embora e não voltarem àquele lugar tão cedo. Pessoas assim vivem o trabalho e não a vida. E quando digo que elas vivem o trabalho não enalteço uma qualidade e sim um defeito: suas vidas foram jogadas para o ambiente de trabalho e por isso elas vivem naquele ambiente mas sem nenhum gosto, nenhuma gratidão e nem tão pouco vontade. Suas vidas valem um salário mínimo.

“Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”. (Mateus 6:28-34 | Bíblia NVI)

Jesus nos orienta a levar uma vida satisfatória. Se nós temos Cristo como centro de nossas vidas, nada mais importa. Vivemos seguros em tudo que Ele faz. Viver para Cristo e segundo Ele nos dá a segurança que nós freneticamente buscamos em lugares errados. “O amanhã se preocupará consigo mesmo”. Ele estabeleceu o tempo para o nosso deleite. Os segundos, minutos, horas, dias, meses e anos não foram estabelecidos a toa. Tudo faz parte de um plano maior e esse plano orienta-nos viver um momento de cada vez para honra e glória de nosso Senhor. As metas que nós tanto buscamos bater, talvez sejam só números que nos atrapalham a ver a essência do esforço. Quando nos dedicamos a algo, investimos nosso tempos. Colocamos suor naquilo e isso deveria ser importante para nós. Não se sinta ofendido com o título desse texto e nem o leve ao pé da letra. É óbvio que temos metas muito honestas a bater como se formar, comprar um casa, um carro etc. Mas a intenção desse texto é te mostrar que talvez as metas que você acredita ser “tudo” em sua vida podem na verdade ser prejudicial para o seu relacionamento com Deus. Voltando ao meu contexto de trabalho, observo que muitos colegas na ânsia de bater suas metas, não se preocupam como deveriam com o problema do cliente e acabam que sendo profissionais ruins. Você cristão precisa ter consciência que sua vida é um culto a Deus, portanto no local de trabalho você deve dá o seu maior não porque será reconhecido por isso, mas é porque sua vida pertence a Deus e Ele exige zelo. Pare de bater metas sem sentido, questione suas motivações, interrompa seu círculo vicioso e coloque suas vontades e projetos debaixo da autoridade de Deus.

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